sexta-feira, 4 de março de 2011

POR QUE O TRANSPORTE PÚBLICO DA GRANDE BH É TÃO RUIM?

Na última semana, os moradores de Belo Horizonte e região metropolitana foram surpreendidos como uma greve de ônibus que parou a cidade por três dias. Mas quem depende do ônibus na capital mineira sabe bem que esse serviço é deficitário com ou sem greve.
Usaremos a região do Barreiro para exemplicar as péssimas condições do transporte em BH. Da Estação Diamante partem duas das linhas mais problemáticas da capital, as linhas 30  3050.
A linha 30 faz a ligação entre o terminal e o Centro da cidade. A linha é sub-dividida entre direta e paradora. Na sub-linha direta é que estão os maiores problemas. A linha é a principal ligação de mais de 20 bairros da região e de cidades vizinhas com o Centro da cidade, e ainda assim, as viagens ocorrem com um intervalo de 8 minutos em pleno horário de pico (entre 18 e 19 horas).
Não menos crítica é a situação da linha 3050, várias vezes alvo de reportagens denuciando sua condição. O mais interessante de tudo é que a BHTRANS sempre para se defender das acusações argumenta que as viagens dessa linha acontecem de 2 em 2 minutos no horário de pico. De fato em certa parte da manhã o intervalo que consta nos horários afixados a estação e aos coletivos é exatamente esse. O problema é que a linha tem um dos mais altos índices de atrasos da capital, o que provoca filas enormes no terminal e viagens com veículos lotados mesmo fora do horário de pico.
É público e notório que a Prefeitura de Belo Horizonte é ineficiente no gerenciamento do transporte público. As empresas agem como verdadeiras máfias, pagando mal motoristas, cobradores e fiscais. Na outra ponta estão os usuários que pagam caro e não conseguem um serviço satisfatório.
Na região metropolitana a coisa é ainda pior. O DER-MG não consegue sequer obrigar as empresas a afixar quadro de horários dentro dos coletivos. Veículos muito antigos continuam a fazer parte da frota, mesmo sem ter condições pra isso. Em Betim algumas linhas chegam a ter intervalos de até 3 horas entre as viagens. Claramente fruto do mopólio da Santa Edwiges.
Já que as reclamações da população não são atendidas, nos resta torcer que Copa do Mundo de 2014 traga a BH um transporte público descente. A esperança é a útlima que morre.

Comentário: sem comentários seria muita ingenuidade tentar entender ou pensar soluções a nível técnico a respeito de uma intrigante contradição tarifas elevadas para uma prestação de serviço muito de deficiente onde é constante greves de motoristas e cobradores por melhores salários. Ou seja o buraco é mais embaixo.

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